Blackwater

Visto que nem com o Dalai Lama o nosso Governo se quer encontrar oficialmente, não é de estranhar que os nossos canais estatais prefiram ignorar assuntos embaraçosos para os EUA como a Blackwater. A SIC e a TVI estão mais preocupadas com a Maddie e o Benfica e os canais de notícias na TV Cabo são americanos ou ingleses.

Como conclusão, pouca gente no nosso país sabe que cerca de 120.000 (cento e vinte mil) mercenários de todo o Mundo estão neste momento de arma em punho no Iraque, ao serviço de empresas de segurança privadas contratadas pelo Governo dos EUA.

Estas empresas contratam antigos militares, comandos e membros de outras forças especiais pelo Mundo fora, pagando-lhes ordenados de centenas de dólares por dia para irem operar, sob a forma de exércitos privados, ao serviço de vários Governos do Mundo, especialmente apoiando os EUA na sua guerra no Iraque. Em algumas destas empresas trabalham, em cargos de gestão de topo, antigos elementos e consultores do governo dos EUA.

Os mercenários não estão sujeitos ao código militar americano nem aos seus tribunais. Consequentemente, também não estão sujeitos ao estatuto de prisioneiros de guerra em caso de serem presos devido a alguma acção ilegal, seja no Iraque seja noutro país do Mundo. São civis de arma na mão contratados pelo governo dos EUA.

Porém, a Administração provisória do Iraque lidarada pelos EUA determinou que os mercenários acusados de acções ilegais devem ser julgados nos seus países de origem. Ou seja, o governo iraquiano não pode, legalmente, julgá-los.

Consequentemente, há 120.000 estrangeiros armados no Iraque ao serviço dos EUA a operar sem jurisdição.

Pagos pelo governo dos EUA.

Este vídeo da CNN levanta esta e outras questões essenciais, depois de mais um episódio que ocorreu, ontem, no Iraque.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

0 comments:

Post a Comment