Gnarls Barkley



It's good.

And the brits like it.

image source: Wikipedia

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Correction

The omission of Red Hot Chilli Peppers from the previous list was obviously unintended.

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Born in the 2000's - my hot pics

The Strokes


These are the hottest bands and side projects showing up in the 2000's

Bloc Party
Box Car Racer
Coldplay [even though the first album was released November '99]
Franz Ferdinand
Interpol
Ladytron
Scissor Sisters
The Arcade Fire
The Bravery
The Killers
The Postal Service
The Strokes

These are the best survivors of the 90's keeping up the good form in the 2000's

Blink-182
Death Cab for Cutie
GreenDay
Moby
Modest Mouse
Placebo
Snow Patrol

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Otto Pfister - saltimbanco da bola

Aqui está um aventureiro. Isto são vidas que deixem marcas. (E pegadas no pó).


Otto Pfister was one of the first German coaches, along with Peter Schnittger and Eckhard Krautzen, to head for Africa. Before he began his travels, however, he plied his trade as a player in Switzerland, enjoying a modest career with Chiasso and Grenchen before taking the step into player-management.

His first post was with Liechtenstein’s FC Vaduz, before returning to Switzerland for spells at no fewer than four clubs. The year 1972 saw him head south and make Rwanda the first step on his African adventure. He spent four years in the country, laying the foundations for the development of the national team. He then went on to do similar work in Upper Volta, or Burkina Faso as it is now known, from 1976 to 1978.

Senegal would be the third stop on his African tour, where his discipline and experienced coaching methods saw the country make a great deal of progress. He was to stay there for three years, before the lure of Côte d’Ivoire proved too strong. He repaid his new employers’ confidence in him by taking the country’s youth team to the FIFA World Youth Championship in 1983 in Mexico.

A couple of years on and the travel bug had taken hold of Pfister once more, with Zaire (now Congo DR) his destination in 1985. He spent four years trying to restore the 1974 African champions to their former glories, and was responsible for unleashing a new generation of ‘Leopards’, including Eugene Kabongo, Gaston Mobati, Panguy Merikani and Mutumbile Santos, all of whom took part in the CAF African Cup of Nations 1988.

Pfister was head-hunted once again in 1989, and this time it was Ghana who came calling. Within two years, he had guided the country’s youth team, known as ‘The Black Starlets’, to an incredible victory at the FIFA U-17 World Championship in Italy. The following year, he steered the full national side to the final of the CAF African Cup of Nations in Senegal.
Continental shiftAfter spending nigh on a quarter of a century in Africa, Pfister decided it was time for a change, and he made the move to Asia. From 1995 to 1997, he coached Bangladesh, before going on to Saudi Arabia.

His heart still belonged to Africa, however, and by 1999 he was back in his favourite continent, this time concentrating on club football. He won the African Cup Winners’ Cup in 2002 with Egyptian club Zamalek, and also had spells with Club Sportif Sfaxien (Tunisia) and Al-Masry (Egypt).

The 2006 CAF African Cup of Nations in Egypt, where Pfister was based at the time, would give the German tactician the ideal opportunity to get back into international management. Togo, under Nigerian-born coach Stephen Keshi, were struggling, and they decided to bring in Pfister some 100 days before the country's participation in their first ever FIFA World Cup.

With his in-depth knowledge and experience of African football, not to mention his vast success, his avuncular managerial style and fondness for open, attacking football, he looks to be the ideal man for the Togo job. At the age of 68, and with the chance to prove his worth back home in the country of his birth, this summer’s tournament may well prove to be the crowning moment in Pfister’s long and varied career.

no site do Mundial

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A solidão de Figo

Em vão procurei pela Internet uma fotografia do momento em que Figo cai para trás e vê a bola que passou chegar a Pauleta, que a meteria na baliza.

Tudo ali é beleza e solidão.

A arrancada das suas pernas veteranas, ainda capazes de vencer um defesa veloz e levantar estádios, a fé com que passa a bola por lado e o corpo por outro, o braço direito que, como sempre fez, passa em arco sobre o adversário para acabar à frente dele, sinal inalienável de que esse obstáculo já ficou para trás; depois, num gesto que tem 15 anos de idade - sempre comigo a aplaudir comovido - um passe, uma entrega despojada para que outro marque e voe de braços abertos.

Aquele momento suspenso em que Figo cai, vergado pela força da idade, e vê, do chão e em suspense, a cara marcada pelo esforço, o colega marcar golo, a forma como se levanta, já sem a agilidade de outrora, e se junta aos colegas para festejar um golo que construíu e cujos louros, como sempre, não colhe, representa o mais bonito que alguém pode ver em futebol: o esforço incondicional de um velho guerreiro.

O momento em que cai, exausto da arrancada que faz, e observa, suspenso e em esforço, que Pauleta conclua em golo o seu sacrifício de velho capitão, é o auge da sua solidão e, ao mesmo tempo, a prova final de que - como disse o General McArthur no seu discurso de despedida - os velhos soldados nunca morrem.

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Uma Pinhada


Um comentário engraçadinho na edição online do Jornal de Negócios. Tenho dúvidas quanto ao conteúdo, mas a nova palavra e a clareza da linguagem são uma maravilha.

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Um crime por resolver

in Público, 5.6.2006

Estou espantado. Apesar das boas notícias que evidentemente nos agradam, pela extinção do fogo, pergunto-me como será possível um espinhaço provocar um incêndio. Deve ter sofrido muito, este pobre cão, já que para além da dor de ter espetado um espinho na pata ainda ardeu de uma ponta a outra. Realmente, há que ter cuidado com o que pisamos.

Mas para além disto, pergunto-me como se terá o espinho incendiado..é verdade que, sendo um espinho, provavelmente é feito de matéria vegetal (suponhamos que era um espinho de rosa ou mesmo uma lasca de madeira) e, como tal, arde facilmente. Mas como começou exactamente o espinho a arder? Onde é que o nosso pirómano cão meteu a pata, para a incendiar? (A única certeza que temos é que não meteu...a pata na poça...já que isso teria apagado um fogo, ao invés de o despoletar).

É muito estranho este caso do espinho do cão.

Talvez possamos procurar ajuda na descrição do espinho em si. Diz-nos o "Público" que se trata de um espinhaço - tratava-se, portanto, de um espinho grande, talvez até muito grande. Um espinho grande sugere que talvez não estejamos aqui a falar de um pequeno parasita orgânico alojado na pata do cão, mas de um pedaço de madeira de tamanho considerável. Eventualmente, poderia ser até maior do que a própria pata..

Será?

E depois temos “do cão”. Isto é, não se trata de um “espinho no cão”, mas de um “espinhaço de cão” – algo que, portanto, acompanha frequentemente e não apenas ocasionalmente.

Ora isto abre-nos um sem número de hipóteses, entre as quais uma que poderá ser a chave da nossa pesquisa – e se o cão em questão não estivesse vivo na altura do incêndio, e fosse apenas um cão de plástico ou um cão embalsamado? Por exemplo, um fiel amigo de muitos anos que a família decidiu conservar entre si, por exemplo embalsamando-o.

Não me ocorre melhor lugar para conservar um amigo embalsamado do que perto da lareira, onde a família se reúne com intimidade.

E – pressinto que estamos a chegar a uma solução! – questiono, como pode um cão embalsamado aguentar-se de pé? Não pode!

Um cão embalsamado precisa de uma base - uma base de madeira, por exemplo, ou, se quisermos..um espinhaço de madeira!

E lá está! O que provocou o incêndio não foi um espinheco de rosa num pobre rafeirito!

O incêndio começou quando uma rabanada de vento rebentou com as janelas da casa da família do cão embalsamado, atingindo com a sua força o pobre animal que – colocado sobre a lareira – foi cair à beira da mesma. O impacto da queda fez a base deslocar-se do animal e cair exactamente dentro da lareira com o efeito de uma bola de bowling: os troncos ardentes saltaram para fora, incendiando aos poucos o tapete, e daí as cortinas, os tectos de madeira e o resto da casa, até que nada restasse senão cinzas, uma notícia no “Público” e uma investigação virtual completamente idiota.


(também em Espontaneidade)

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